Clean beauty, cosméticos seguros, eficazes e sustentáveis
O conceito de clean beauty, ou beleza limpa, vem ganhando espaço no mercado cosmético à medida que os consumidores demonstram maior interesse pela composição dos produtos, pela segurança dos ingredientes e pelos impactos ambientais associados à sua produção e descarte. Mais do que uma tendência de mercado, o conceito está relacionado à busca por formulações conscientes, que conciliem segurança, eficácia, inovação, sensorialidade e responsabilidade socioambiental (SAFE SYNTHETICS CLEAN BEAUTY, 2020).
Embora não exista uma definição única e universal para clean beauty, algumas premissas são recorrentes entre as marcas que adotam esse posicionamento, como a seleção criteriosa de matérias-primas, a restrição de ingredientes considerados indesejáveis, o uso racional de componentes e de matérias-primas multifuncionais, a busca por formulações eficientes e minimalistas, a comprovação de segurança e a redução dos impactos ambientais.
É importante destacar que clean beauty não é sinônimo de “natural”, “orgânico” ou “livre de química”. Todo cosmético é constituído por substâncias químicas, sejam elas de origem natural, mineral, biotecnológica ou sintética. O diferencial está na escolha consciente dos ingredientes, considerando sua segurança, funcionalidade, origem, processo de obtenção e impacto ambiental. Dessa forma, ingredientes sintéticos também podem fazer parte de uma abordagem clean quando apresentam segurança comprovada, função relevante na formulação e são obtidos por processos que considerem eficiência, inovação e responsabilidade ambiental.
Dentro desse conceito, determinadas classes de ingredientes são frequentemente restringidas ou evitadas pelas marcas, de acordo com suas respectivas políticas de formulação, como determinados ftalatos, parabenos, formaldeído e substâncias liberadoras de formaldeído, além de alguns compostos perfluorados. A escolha dos ingredientes e conservantes deve considerar sua concentração, via de exposição, eficácia, estabilidade e compatibilidade com a formulação, e não apenas sua presença ou ausência.
A crescente atenção dos consumidores a esses componentes está relacionada também ao avanço das pesquisas científicas sobre substâncias presentes em produtos de uso cotidiano e seus possíveis efeitos toxicológicos. Determinados ftalatos, bisfenóis, compostos perfluorados e outros ingredientes são investigados por seu potencial de interferência no sistema endócrino. Entretanto, a avaliação de segurança deve considerar a evidência científica disponível, a dose, a frequência e a via de exposição, diferenciando potenciais efeitos observados em estudos experimentais dos riscos associados às condições reais de uso cosmético.
Esse cenário reflete uma mudança na relação entre consumidores e marcas. Busca-se maior transparência sobre a composição, a origem e os processos envolvidos na fabricação dos produtos, além de atenção aos impactos sobre a saúde, o meio ambiente e a sociedade. Assim, clean beauty também envolve escolhas relacionadas à sustentabilidade, à redução de desperdícios, ao uso responsável de recursos e ao desenvolvimento de tecnologias capazes de proporcionar segurança e desempenho com menor impacto ambiental.
Os produtos Lazú são desenvolvidos de acordo com os princípios de clean beauty adotados pela marca. As formulações priorizam uma seleção criteriosa de matérias-primas, com foco em segurança, eficácia e sensorialidade, aliada a uma proposta minimalista e à utilização racional dos componentes necessários ao desempenho dos produtos. A marca também adota o posicionamento cruelty free e utiliza embalagens produzidas com materiais recicláveis, reforçando seu compromisso com escolhas mais conscientes.
O ativo nanotecnológico utilizado no Sérum Cristal também está alinhado à proposta tecnológica da marca. Sua utilização baseia-se em uma tecnologia desenvolvida para proporcionar desempenho e sensorialidade à formulação, considerando critérios de segurança e aplicação tópica. As características físico-químicas do ativo, incluindo o tamanho médio de suas partículas, são consideradas no desenvolvimento e na avaliação de sua adequação ao uso cosmético.
A seleção das matérias-primas que compõem os produtos Lazú é realizada de maneira criteriosa, considerando a função e a necessidade de cada componente. O objetivo é utilizar apenas o necessário para alcançar eficácia, estabilidade, segurança e um sensorial sofisticado, evitando excessos e priorizando ingredientes que contribuam efetivamente para o desempenho das formulações.
Dessa forma, o conceito de clean beauty aplicado aos produtos Lazú representa a integração entre ciência, tecnologia, segurança, sustentabilidade e experiência sensorial. Mais do que excluir ingredientes de forma indiscriminada, a proposta está fundamentada na escolha consciente das matérias-primas e no desenvolvimento de formulações eficientes, inovadoras e alinhadas às novas expectativas dos consumidores.
Referências
SAFE SYNTHETICS CLEAN BEAUTY: Is it time for a common sense approach to ingredients Global Cosmetic Industry, [s. l.], v. 188, n. 2, feb. 2020.
PALEFSKY, I. Formulando a “Beleza Limpa”. Cosmetics Toiletries Brasil, São Paulo, 32, jul.-ago. 2020.
NICOLOPOULOU-STAMATI, P.; HENS, L.; SASCO, A. J. Cosmetics as endocrine disruptors: are they a health risk Rev Endocr Metab Disord, New York, p. 373-383, 29 jan. 2016.
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